Territórios das Vivências

No movimento dos territórios, as vivências, ora os ampliam, ora os fazem permanecer no mesmo lugar. Por isso, a leitura aponta para o imperativo da mobilidade. Vivências no sentido de lugar de vida, de compartilhamento, de auto-composição.

No início desse novo mapeamento, outro modo de ler e retirar dos encontros outros sabores, quis começar pelos que permaneceram e instalaram suas vidas, em seus territórios de nascimento.  Destaco os moradores do Porto e zona do grande Porto. Nessa região ainda vivem Daniel Ribas, Fátima Pais (Grijó), Joana Ribeiro (Gaia), João Hespanhol (Gaia), Manuel Gama e Manuel Costa (Póvoa de Varzin). Para esse  zona outros se deslocam e alí, fizeram seu “porto de vida”: Anônimo (PFMJ) e Suzana Menezes (São João da Madeira). A nascida no Porto, Maria Goreti, se deslocou para a cidade de Braga; foi a única, entre os entrevistados – e publicados nesse site – a ser encontrada residindo nessa cidade.

Em Aveiro, permaneceram Pedro Corga e Sara Vidal. A cidade sede do PDEC, em 2010, já apresentava outros habitantes: Pedro Rui, nascido em Coimbra e um dos portugueses que passaram a infância e parte da adolescência em imigração. Os ingleses, Timothy Oswald e Margaret Gomes, também imigrantes, vieram morar em Aveiro, bem como, a brasileira Uiara Martins e a Venezuelana Jenny Campos, que de seu país de nascimento, retorna para a região natural de seus pais. De Coimbra para a zona da grande Aveiro se desloca, Pedro Rui (Fermentelos) e de Lisboa, Pedro Lapa (Azurva).

Também permanecem vivendo em seus lugares de nascimento, o Anônimo AMMAK (uma das Ilhas de Portugal), Margarida Moleiro (Torres Novas), Dulce Martinho (Viseu), Anônimo (ACVR) e Simão da Silva, ambos em Lisboa.

Entre os estrangeiros restantes, a francesa Anônima AGF, veio morar na região da Guarda. A venezuela Jenny Gil, passa a morar em Leiria. Adriana Bambrilla (João Pessoa) e Anne Ventura (Vitória) retornam ao Brasil após terem os créditos do doutoramento cumpridos e a pesquisas de campo realizadas. No caso do Anônimo MJCM, o retorno se deu para Maputo, cidade de Moçambique, onde vive. Aqui, já é importante destaca-lo entre todos os 28 doutorando. O anônimo MJCM retorna a sua terra natal, já com a tese  defendida – a primeiríssima defesa do PDEC, em janeiro de 2014.

Compreendo agora, que esse vetores, mais que ampliar o deslocamento, fizeram com que a mobilidade parecesse com o “jogo das cadeiras” onde, o que as pessoas fazem é mudar de lugar entre si, dilatando as áreas de vivências, principalmente, dos estrangeiros em Portugal. Porém, creio que essa área tende a se ampliar mais ainda a área de atuação do PDEC, quando o mapa dos territórios das atuações dos doutorandos, pelas terras portuguesas, for apreendido pelos leitores dessa webcartografia. Os territórios de atuações dos alunos-pesquisadores dos Estudos Culturais é um vetor de força, extremamente importante para o crescimento do PDEC. É na constante verificação dessas coordenadas geopolíticas de atuações, que reside a potência de renovação dos campos de intervenção dessa área investigativa no cenário português; quiça global.

Territórios das Atuações

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicação digital do relatório final do estágio de pós-doutoramento em Estudos Culturais da Profª. Drª. Wlad Lima da ETDUFPA ICA UFPA junto a Universidade de Aveiro Portugal sob a supervisão da Profª. Drª. Maria Manuel Baptista. A realização dessa pesquisa cobre o período de maio de 2013 a outubro de 2014. Esse site está acoplado ao portal virtual do Programa Doutoral em Estudos Culturais das Universidades de Aveiro e Minho. Está disponível para todos os interessados, mantendo a política de copyleft de sua autora. Esse estágio teve o apoio da CAPES, através de bolsa pós-doc no exterior.