Margarida Cristina Freire Simões Moleiro

Como tenho que me apresentar aqui, eu diria que eu sou eu. Sou eu, é esta terra, é esta gente. Isso tudo sou eu. É o meu carro cheio de vida lá dentro, cheio dos livros, do meu filho, isso tudo sou eu. Dos estudos, sou eu nisso. E sou fruto, produto de uma família que é basicamente uma família clássica.
Meus pais são muito jovens, que agora estão a se separar. Estar a ver, eu com trinta e um anos, estou a passar pelo divórcio dos meus pais. Foram pais jovens e tiveram filha de um relacionamento de gente jovem, portanto, pude usufruir de uma certa liberdade na educação e tudo mais. Sou o que sou. Fui criada num ambiente livre, artístico, até porque também meu pai gosta de pintar, embora, nunca tenha estudado artes. Mas andava sempre com os pincéis e aquelas coisas. Eu mexia nas coisas dele e era um ambiente muito artístico, muita música lá em casa também.
Eu própria fui obrigada a estudar piano e foi horrível, porque quando é obrigatório, é aquela coisa horrível. Mas, ao mesmo tempo, havia uma responsabilidade muito grande porque sou filha única. Também acaba por ser um bocado, eu a me sentir uma pessoa condicionada para o sucesso. Porque havia muita responsabilidade de ser uma boa aluna, de ter sucesso na escola, de ter sucesso em tudo. Porque os meus pais investiram tudo em mim. Decidiram serem pais jovens, decidiram levar aquela aventura avante e ao mesmo tempo havia pesada responsabilidade.
Acho que, simultaneamente, sinto-me uma pessoa livre e realmente devedora dessa cultura de certa liberdade, mas ao mesmo tempo, muito responsável. O que me obrigou a ser responsável pelo sucesso em nível dos estudos e depois mais tarde, em nível profissional, acadêmico e tudo mais. Quase uma retribuição aos meus pais. Porque a minha mãe também é muito trabalhadora, fez o curso superior enquanto eu era pequena. O curso de engenharia é em Aveiro. Aveiro, em relação aos anos 80, era longe. Porque em 82, ano que nasci não havia telemóveis, não havia internet, nem skype, nem nada, portanto, a distância era muito maior. Havia o comboio, mas não era o alfa. Eu também sou isso, sou fruto dessa saudade da mãe, dessa infância, assim um pouco conturbada por estar longe da mãe. Durante estes seis anos do curso dela, eu estava na primeira infância, então, fez falta. Tive o meu pai sempre, mas dá aquela falta.
Hoje que eu tenho um filho, eu tento não faltar, porque eu sei que é difícil, não querer fazer o erro dos nossos pais. Mas sou isso! Há esse lado frágil em mim, se calhar, vem dessa saudade, dessa falta de mãe um pouquinho, desses anos. Ao mesmo tempo vem essa admiração pela coragem da mãe de sair para estudar, para ter uma vida melhor, para conseguir depois ter uma profissão mais de topo, e de certo modo, poder contribuir com mais dinheiro em casa. No fundo, eu sofri com isto tudo, porque eu venho de uma família que se organizou e tudo, para todos podermos crescer assim de uma forma mais ou menos saudável. Meus pais se casaram com vinte anos. Portanto, era tudo e mais as responsabilidades. Mas agora, eles têm quarenta e tal, cinquenta. Portanto, toda a gente era muito nova e estava a aprender a relacionar. No fundo, sou fruto disto, de uma vivência familiar forte, cruzada por estas coisas de ultrapassar limites e de trabalho.
Os meus avós paternos vêm duma população ainda mais pobre. O meu avô paterno tinha um atestado do Estado português a dizer: ‘José Rodrigues Moleiro é pobre’. Portanto, na aquela altura, passaram-lhe um atestado de pobreza. Deles, eu recebo esta herança de simplicidade e de trabalho e essa vertente mais sincretista minha. De ir até certa herança a nível político, ideologicamente ou intuitivamente, ligada ao partido comunista, que era o partido que mais defendia os trabalhadores. Ainda hoje, o discurso é para defender os trabalhadores; há essa vertente de esquerda, de mulher de esquerda que provém desse lado da família, desse lado de trabalhador.
A minha avó paterna escrevia em casa. Ela começou a trabalhar no campo e em casa de pessoas, desde os seis anos. Foi uma vida dura e agora, seis anos atrás, quando ela morreu, eu encarei a morte dela como uma vida inteira que acaba e que, patrimonialmente e matrimonialmente, não deixa nada. Acaba por ser duro, porque uma pessoa vive toda a vida para construir alguma coisa e depois não ficou nada. Não tem uma casa, não tem nada, que eu diga isso era dela. Somente alguns objetos pessoais. Isso é duro da gente vê! Que o trabalhador por mais que trabalhe, ou que sirva os outros; trabalhe no campo duramente, acaba a sua vida sem nada. A herança dos seus filhos, seus netos, é o seu espírito. Isso, ao mesmo tempo, é enorme, mas por outro lado, dá uma raiva. Então sou devedora desta herança de trabalho, do pensamento acerca do trabalho e da sociedade nesta vertente do social.
Do lado da minha mãe há outra coisa, porque o meu avô materno é um migrante, dentro do país, ele vem de uma zona rural que é, antes de Torres Novas, antes de Pombal, de uma pequena aldeia chamada Pia Furada. E o meu avô vem dessa aldeia de onde partiram muitos jovens para migração, para aqui dentro e para o Brasil, nos anos 50 e 60. E o meu avô veio pra cá, migrou dentro do país, porque Torres Novas também recebia muita gente de zonas ainda mais longes, sobretudo, nesta fase sazonal das colheitas. Mas o meu avô veio já em outra fase. Depois veio para os serviços quando a cidade começa a desenvolver alguns serviços: administração, transportes… E então, o meu avô vem nessa fração, nessa seção de gente para trabalhar nestes serviços. Deste lado da família eu recebo essa herança talvez mais burguesa. Vá, não posso negar que há esse lado. Porque depois, nesse lado, o meu avô conseguiu ter uma vida completamente diferente do que os outros avós paternos; uma vida de certa aparência burguesa, conseguiu ter uma casa na praia. Foi, aliás, o pai da minha mãe quem pagou os meus primeiros estudos, em um colégio privado aqui.
Há esse cruzamento das duas famílias que acaba por transformar-me naquilo que eu sou hoje. Eu não posso negar que eu tenho algumas tendências burguesas. Eu não posso negar que gosto de coisas boas. Eu gosto de dormir em um bom hotel, mas também não posso negar que a minha veia mais forte é muito uma coisa social, de solidariedade e desses gêneros. E daí também essa coisa dos Estudos Culturais, era por aí que eu tinha que estar, eu não sabia onde é que eu poderia estar mais.
Meu pai chama-se Joaquim José e a minha mãe Cristina Maria. O meu pai era escriturário, técnico administrativo e depois foi crescendo nas empresas onde trabalhou e atualmente é diretor na empresa de grevista. É onde faz grandes compras pra um armazém de alimentos, produtos alimentares e afins e depois os supermercados compram lá, na zona do Porto. Como eu disse o meu avô materno saiu pra cá e a minha avó materna já era daqui e ficaram cá, fizeram uma casa aqui perto do recinto.
Os meus outros avós paternos também eram de Torres Novas. O meu avô nasceu e cresceu dentro de uma quinta, que é a quinta da marmela. E a minha avó também era da zona rural a minha avó paterna. Era das Moreiras Grandes que é uma aldeia aqui perto. Perto mas não tão perto. É das mais distantes daqui do centro. Mas depois todos acabaram por se deslocar e viver aqui mais no centro da vila. Mas os avós paternos viviam mesmo aqui, no coração do centro histórico. Os meus avós maternos viviam aqui, nesta zona, também perto do centro. É a zona que hoje está Escola Prática da Polícia. Portanto, eu nasci aqui. Sou filha única. Quer dizer, não nasci aqui, nasci em Coimbra, mas vivi sempre aqui. Portanto lá, foi uma coisa só pra nascer.
Eu aprendi a ler e a escrever, eu devia ter uns quatro, cinco anos. Porque eu estava já no colégio, que era o Jardim Escolas Modelos, uma rede de Escolas que existe em todo o país. Foi criada pra aí nos anos 50. Cá em Portugal, foi sempre escolas excelentes. Isso tem um método próprio que é uma cartinha que se chama cartilha João de Deus. É uma cartilha um pouco diferente do método que é usado na escola pública. Quando eu aprendi a ler, eu aprendi assim. Mas a aprendizagem é diferente e as crianças no João de Deus aprendem a ler logo aos cinco. Como eu entrei aos três, não fui pra turma dos três, porque não dormia a sesta, me passaram para turma dos quatro.
Então andei sempre assim adiantada um ano. Isso só pra dizer que eu aprendi a ler aos quatro. Era normal ser aos cinco, mas eu tinha quatro. Mas eu fui acompanhando sem problemas. Correu bem. Por isso, acho que me foi colocada uma grande maturidade. Acho que me obrigaram um bocado a ser assim. Então aprendi a ler nessa altura e fiz os primeiros estudos dentro do João de Deus, até o quarto ano. Era um método diferente, bastante diferente do que está a ser agora nas escolas públicas. Havia mais disciplina, muito incentivo e eu sempre tentei estar no topo. Eu sentia que gostava e então era uma boa aluna e saí do quarto ano com boas notas.
Fiz o quinto ano e o sexto já na escola pública. Porque quando eu fui pro colégio João de Deus, basicamente, eu fui porque os meus pais não tinham horário pra cuidar de mim. Estavam a trabalhar e então eu não podia estar na escola pública porque a escola pública, ou era só de manhã ou só a tarde. E eu não podia porque não emendávamos e no colégio João de Deus eu podia estar o dia inteiro, almoçava. Eu ia pra lá às oito e meia da manhã; estudava, almoçava e tínhamos atividades. Como havia na escola pública, o inglês, a educação física, a música – atividades que a escola pública nessa altura, nos anos 80, ainda proporcionava, neste momento – então saí no final do quarto ano e fui fazer o quinto e o sexto, até o final, foi sempre na escola pública. Porque em Torres Novas, a escola pública é pacífica.
Depois eu saí, passei aqui para a Escola Maria Lamas, perto daqui, que era uma escola secundária. E foi aí, então, que fiz o terceiro ciclo e mais o secundário; aí fiz tudo seguido nessa escola, até o nono ano. Não havia uma especialização, na altura em que eu estudei. Portanto, eram estudos gerais. E a escolaridade era obrigatória até o nono ano; até os quinze anos, mais ou menos. Fiz tudo sem grandes dificuldades, mas sempre tive muito mais aptidão para as áreas das ciências sociais e humanas, humanidades, letras, línguas muito mais. E menos, para a matemática e as ciências naturais.
O ensino artístico de fato fascinava-me. Mas não o ensino artístico que fazia nesta escola que era mais nas artes plásticas. O que eu queria eram as artes performativas, porque eu já estava no teatro, nessa altura. Eu achava que ia ser atriz, achava convictamente. Hoje, com o tempo a passar, eu vi que foi um erro, porque eu achei, até o quarto ano da minha licenciatura, que eu ia ser atriz. Bom, não calhou. E como nós aqui não tínhamos artes performativas; e como o meu pai não me deixava sair daqui para ir pra Lisboa fazer o curso, logo… Já havia cursos profissionais nessa área, mas não aqui. Então escolhi as humanidades e continuei sempre a fazer teatro amador, aqui em Torres Novas, na Meia Via, que é um grupo de teatro com alguma história. E em Tomar, com a Companhia Fatias de Cá, que fazem um trabalho espantoso dentro de monumentos, muito interessante. Por exemplo, eles estavam a encenar o Nome da Rosa dentro do convento de Cristo de Tomar, que há coisas espetaculares. Na altura, cheguei a fazer alguns trabalhos com eles, a ponto de recusar a viagem de finalistas, aqui da escola, para ficar a fazer teatro. A minha vida era teatro; eu achava mesmo que era; e achava mesmo que ia ser atriz.
A minha opção para o curso superior foi história.  Simultaneamente, fiz os testes para a Escola Superior de Teatro e Cinema e entrei, mas depois desisti. Fiquei na história e lá está, acho que tive medo! Tive medo, não sei; eu não sei se fui eu que achei ou se me fizeram achar. Porque não tive muito incentivo da parte da família, Mas tive, principalmente, da minha mãe que era uma apoiante fervorosa e que era uma fã – para as mães, os filhos são sempre perfeitos. Até porque a minha mãe é mais aventureira, mais ousada. Embora o meu pai, realmente, tenha essa vertente artística muito enriquecera; não seja frívolo… Mas gosta da estabilidade que o dinheiro compra.
Quando eu fui para universidade acho que, naquele momento, eu não consegui me sustentar ou me perder nesses caminhos das artes. Porque não é a mesma coisa que é hoje. De fato, foi no final dos anos noventa – hoje nós vemos imensos jovens a fazer televisão, estão estudando nestes cursos. Mas não era ainda muito habitual, pessoas que vivessem realmente do teatro; que conseguissem sustentar-se. O meu pai aconselhava-me: ‘não, vai estudar e faz isso como hobbi’. Então, eu acho que me deixei levar por medo, porque eu até podia ter dito: ‘não, eu quero isto, eu vou fazer isto’, mas não consegui. Não sei porque não consegui ter essa força pra lutar sozinha, naquilo que era o meu sonho de fato. Então fui pra história e fui para Lisboa na Faculdade de Letras.
Escolhi história por essa vertente de sociedade; de estudo da sociedade do passado. Dessa necessidade de entender as coisas de interligações entre poder, política e economia. Acho que a história nos dá essa mecânica, põem-nos aqui, as rodas a funcionar. Acho que o curso de história permite essa bagagem cultural que nos leva depois para outras coisas. Quando eu fui fazer, era mais por isso. Eu ia nessa de um workshop de história, quase quatro anos, sem pensar muito se ia trabalhar ou não. Logo depois estava a fazer teatro com o grupo de teatro da Faculdade de Letras. Mas mesmo assim ir pra Lisboa era … Tudo maior, grande cidade, viver sozinha, tudo completamente diferente, Pronto, foi uma conjugação de esforços, porque a esse nível, eu não tinha muita dificuldade a estudar para ter notas, pelo menos suficientes, para aquilo avançar e acabar.
Quando aquilo acaba eu pensei e agora? Acabou o curso e eu precisava fazer alguma coisa. E já estávamos numa fase que se ouvia falar na falta de emprego foi em 2003, já se ouvia falar e já se começava a sentir a falta de emprego. Mas mesmo assim, alguns colegas tinham ido para o ensino. Eu tinha recusado logo, porque eu não queria ser professora, a esse nível de estar em sala de aula. De fato, preferia trabalhar em projetos culturais para comunidade, em um museu, em um arquivo. Ainda não sabia bem em que, pronto, mas sabia que era por aí.
Tive a oportunidade do meu pai me poder pagar uma pós-graduação, logo a seguir, e nós apostamos nisso. Fui fazer uma pós-graduação na Universidade Católica, em Lisboa, em Patrimônio Cultural. E ainda bem que fiz, porque pude tomar contato com a realidade dos arquivos, dos museus, da arte. No caso, da arte sacra, do patrimônio imóvel. E começou-se a desenhar-se aí, um novo interesse em mim. Simultaneamente eu comecei a fazer um projeto para a Carriz que é uma empresa de transporte de Lisboa. Fiz com um amigo, que na altura era o meu namorado e cujos pais trabalhavam na Carriz. Conseguimos isso, porque a banda dessa instituição ia fazer o seu aniversário e precisavam fazer uma publicação comemorativa e então, chamaram jovens historiadores – entre aspas – para começarmos a reunir material. Simultaneamente, eu estava a trabalhar neste projeto e estava a iniciar os meus projetos de investigação. Em princípio, ainda sem grandes bases, ainda só com a metodologia que tinha aprendido da história. Foi aí que eu comecei a fazer os primeiros trabalhos de investigação.
Quando eu voltei para Torres Novas em 2004, comecei a trabalhar para a câmara na produção de uma coletânea de textos de autores de Torres Novas, desde o Séc. XV até o Séc. XX. O meu trabalho era vir fazer projetos de transcrever os textos; alguns ainda estavam em forma de gráficos. Aqueles textos antigos que precisavam ser inserir no computador. Trabalhar com o autor dessa recolha, fazer uma introdução e uma contextualização histórica pra aquilo, isso era o meu projeto. E então fizemos aqui em Torres Novas. Fizemos mais alguns trabalhos em revistas e eu vi a produção deles; eu vi o contato com os autores. Eu comecei a tomar a noção do que se passava aqui e então pensei em fazer uma especialização técnica que havia na Faculdade de Letras de Lisboa, uma especialização para técnicos editoriais. E então fui fazer esse curso que era só um ano e que tinha uma parte dedicada a dados gráficos; uma parte dedicada a língua portuguesa, outra a sociologia do livro, outra ao marketing e outra ligada mesmo a impressão e alí, eu aprendi tudo, todas as bases sobre a produção editorial.
Logo em seguida, passado aqui um ano talvez, eu fui fazer o mestrado em Estudos Editoriais, porque achei que era um complemento. Porque esse curso, que eu tinha feito na Faculdade de Letras , era muito mais técnico. Tinha essa cadeira de sociologia que era mais de pensar a coisa, mas o resto era muito mais técnico. Eu comecei esse mestrado, por achar que era um complemento mais teórico. Quando eu cheguei ao mestrado, eu encontrei disciplinas como multimídia em que era mesmo preciso fazer o livro com o formato a partir do computador e produzir as páginas do livro e tal. Não era aquilo que eu estava a procura ainda. Portanto, o que me fascinou no mestrado foi a disciplina de edição da atualidade, a disciplina de tipologia da edição, porque eram disciplinas onde eu podia elaborar trabalhos de pesquisa, livros de pesquisa, mais exatamente, sobre esta área. Eu via espaço nas cadeiras que fiz para as pesquisas que eu fazia aqui para a Biblioteca Municipal. E foi aí, que eu me encontrei a vontade de aliar este trabalho cotidiano com outros pensamentos, para começar a ver melhor isto, de fora.
Estudar o meu objeto que é o meu objeto de trabalho cotidiano. As outras disciplinas do curso permitiram-me ajudar aqui a encaminhar alguns trabalhos: na gestão, no direito intelectual e da propriedade intelectual. Então, eu comecei a desenvolver essas pequenas pesquisas dentro dessas disciplinas do mestrado. A tese de mestrado foi uma súmula histórica do que eram as edições municipais em Torre Novas. E quando eu comecei a fazer essa tese comecei a perceber que havia inevitavelmente ligações entre identidade, memória, construção de uma identidade, omissão de dados nas edições etc. Isso me levava a querer investir nessa área. Porque a minha tese de mestrado é muito ainda material, ainda é muito na base de fazer um catálogo de tudo que foi feito em Torres Novas e tal. É uma coisa ainda muito material, mas depois, se ler a conclusão da minha tese de mestrado, é um pulo para o doutoramento. Estudar essa ideia das construções idenitárias dentro das edições locais.
Wlad Lima, Magarida Moleiro e João Carlos Lopes (diretor da Biblioteca Municipal de Torres Novas) em entrevista na cidade de Torres Novas
Wlad Lima, Magarida Moleiro e João Carlos Lopes (diretor da Biblioteca Municipal de Torres Novas) em entrevista na cidade de Torres Novas

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Publicação digital do relatório final do estágio de pós-doutoramento em Estudos Culturais da Profª. Drª. Wlad Lima da ETDUFPA ICA UFPA junto a Universidade de Aveiro Portugal sob a supervisão da Profª. Drª. Maria Manuel Baptista. A realização dessa pesquisa cobre o período de maio de 2013 a outubro de 2014. Esse site está acoplado ao portal virtual do Programa Doutoral em Estudos Culturais das Universidades de Aveiro e Minho. Está disponível para todos os interessados, mantendo a política de copyleft de sua autora. Esse estágio teve o apoio da CAPES, através de bolsa pós-doc no exterior.