Suzana Maria Peres de Menezes

Eu nasci em Angola, Luanda. Os meus pais foram viver para Angola, muito jovens. Os dois são portugueses. O meu pai é madeirense e a minha mãe é de Viseu e foram muito miúdos para Angola. Conheceram-se no barco, e foi muito engraçado, apesar de estarem muitos anos depois sem se encontrarem mais.
A minha mãe ficou em Luanda a trabalhar e o meu pai foi para o interior e depois um dia, por acaso, encontraram-se em Luanda e a coisa tinha mesmo que acontecer e casaram-se. E então eu nasci em Angola, faço parte da colonização. Eu sou retornada, não posso dizer que nada aconteceu, porque fui enviada junto com meus pais de Angola para Portugal. Não esteve nunca nos planos dos meus pais voltarem para Portugal, mas foram obrigados a isso, dado as circunstâncias.
Angola era uma ex-colônia, era uma colônia portuguesa em 75. Com o 25 de abril, Portugal largava as ex-colônias e dava expressividade, em minha opinião… Mas isso é outra conversa. Vem a independência e os portugueses de repente tem que fugir. Não tinha mais espaço para os portugueses lá estarem. Foi montada a maior ponte aérea que alguma vez se realizou para porem em Portugal, todos os portugueses que estavam a viver em Angola. Então cá isso, não fazia parte dos planos dos meus pais virem para Portugal e fomos viver pra África do Sul, durante dois anos. Aliás, eu quando comecei a aprender a falar, eu tive que aprender a falar português e estava no meio dos africanos e que também falavam inglês, numa fase em que eu estava a aprender a falar. Então eu, ao fim do meio ano, falava as três línguas misturadas: português, inglês e africano. Tudo na mesma frase. Todos achavam a minha fala misturada, muito engraçada, porque eram frases, absolutamente, desestruturadas. Mas depois ia buscar vocabulário às três línguas com as quais eu estava a lidar.
Quando cheguei a Portugal, falava fundamentalmente inglês e africano. Eu lembro que o meu pai gostava de ficar na África do Sul. Quer o meu pai, quer a minha mãe, não conseguiam por causa da forma de ser portuguesa e enfim… Só que a África do Sul também não estava a passar propriamente uma fase boa, na altura estava a se inclinar à apartheid. Os problemas com os não-africanos eram muito grandes, haviam rixas deles e alguns eram mortos. Então o país estava a passar uma fase muito, muito difícil da sua história. Meu pai achou que não ia voltar a criar uma vida ali e foi daí a uns anos a voltarem, a ficar outra vez retornar. Pois foi o que nos aconteceu. E então ele tomou uma grande decisão, que a ele, custou muito e a minha mãe também. Mas que tinha absolutamente de ser, que era regressar a Portugal. E então de lá viemos, já na altura com três filhos. Vieram os dois, a caminho de Portugal.
Os primeiros anos pra eles foram muito difíceis. Os retornados foram muitos e Portugal não estava preparado para receber esses portugueses; não estavam preparado socialmente, culturalmente, foi muito difícil. Portanto, quando regressamos da África do Sul, havia naturalmente um primeiro impacto para os retornados em Portugal. E ainda sentimos muito essa discriminação e essa pouca aceitação, a pouca tolerância para com esses portugueses. Mas num modo geral, nós somos uma família de resilientes, portanto, tínhamos de dar a volta a coisa e demos.
Meus pais perderam tudo. Perderam as casas, perderam os carros, perderam emprego. Perderam tudo, quando acabou a vida em Angola. Portanto, aos trinta e tal anos, já com duas filhas, uma de doze e outra de dois anos. Eles pensavam: ‘a vida acabou aqui, vamos embora porque nada disto tem valor’. A minha irmã mais nova já nasce em África do Sul. Esse sentimento, eu acho que a percepção de mundo dos meus pais, tiveram que ter a noção que temos que ser nós a ser os instrumentos para enfrentarmos a vida, porque a vida é muito complicado. Não damos conta de termos tudo, mas se nós tivermos competências nossas, conseguimos sempre dar volta a coisa. Foi a grande preocupação deles o tempo todo, a formação das filhas, então, criaram boas condições para podermos estar em boas escolas. Portanto, estudei em uma boa escola, tive uma boa formação para podermos ser aceitos em Portugal. Se calhar, eles não podiam, mas eles se preocupavam em nos dar; não porque eles tivessem formação pra isso. Eu acho mais extraordinário, porque tiveram sensibilidade para isso.
Entre nós, as filhas, havia uma questão de idade. Eu tenho dez anos de diferença pra minha irmã mais velha e eles não queriam mais filhos, mas depois pensaram direito e decidiram ter outros e tiveram mais duas, pronto. Mas então essa diferença de dez anos é muito relevante na altura do ensino secundário. A minha irmã mais velha estava muito adiante nos estudos com relação a mim e a minha irmã mais nova. Então, foi a nossa grande acompanhante em termos de formação. Era com ela que íamos fazer os trabalhos de casa. Tínhamos, obrigatoriamente, horas para estudar. Ela era muito rígida. Chegávamos da escola, lanchávamos, descomprimíamos meia hora, e já começávamos a trabalhar na mesa pra estudar; fazer os trabalhos de casa, fazer a tabuáda, ler. Portanto, esse acompanhamento foi fundamental para criar rigor com os trabalhos e para criar responsabilidades. E depois, acho que também a história de vida dos meus pais, estava a necessidade de trabalhar.
Passamos por uma fase que fomos completamente discriminados. A minha mãe, às vezes sofria muito. Ainda venho a sofrer muito o estigma social e o olhar do lado das pessoas, enfim. Em ter sido tão discriminada, eu acho que me fez olhar pras coisas mais com outros olhos, fez com que isso fosse fundado na minha personalidade. Eu vou batalhar a minha independência. Basicamente, dizer: eu sou capaz! Tentaram dizer que eu não era capaz, mas não deu em nada, porque a mim, as pessoas não dizem mais que eu não sou capaz. Porque eu vou lhes mostrar que sou muito maior do que aquilo que vocês querem que eu seja. E eu acho que é tudo isto que faz com que eu seja o que sou. E procuro sempre dar de mim, dar o melhor e tentar fazer o melhor.
Faço a minha primeira classe em São João da Madeira, onde vivo até hoje. De certo modo, acabei por aqui me criar, em São João, apesar de não me identificar com a cidade, nunca. Não sei se posso dizer isso, mas eu não tenho uma identificação muito grande com a cidade, de fato, eu não me identifico, mas é o destino! Eu estudei lá até o décimo primeiro ano. No décimo segundo ano vi a minha oportunidade de correr de lá pra fora. Eu queria fazer o décimo segundo ano na área de humanidades pra seguir jornalismo, que é aquilo que eu estava mesmo convencida que eu queria ser, que era jornalista. Eu achava que seria era escritora, eu fazia umas composições maravilhosas na escola. Eu escrevia muito bem e tal, e então, toda a gente me dizia que eu era fantástica a escrever, e eu achei que seria por bem escritora, pronto. Depois percebi que ser escritora não era profissão. Tinha que optar por ter uma profissão e dei essa viradela. Mas acho que aquilo foi um clic na minha vida. Pensei: ‘vou me dedicar e quero ser uma jornalista de investigação’. E é isto que me move esse tempo todo, que me faz descobrir as áreas e correr atrás; de ir a procura e de descobrir aquilo que está por baixo, nas camadas em baixo e que ninguém consegue ver.
De início fui me descobrindo nesse sentido, ao ingressar no curso superior de Ciências da Comunicação. Já no décimo segundo ano, quando tirava o fundamental, eu optei por inglês, até porque tinha de trás na minha vida, e eu não queria ter um inglês básico. Na altura, as línguas estrangeiras em Portugal dividiam-se em níveis, tipo, nível 1, nível 2, nível 3 e eu queria fazer esse curso. Eu já estava lá no nível quatro, já não me lembro, já estudava assim a literatura inglesa e portanto, queria na minha formação. Esse curso não havia em São João e então a minha irmã mais velha, já estava na altura a viver em Viseu e eu disse logo: ‘eu vou viver pra Viseu e saio já daqui pra não voltar mais’. E é assim que eu vou de fato para Viseu e faço lá o décimo segundo ano, candidato-me e entro pra faculdade, na beira interior, onde estudo durante cinco anos a fazer o curso. No fim do curso, eu estava muito convencida de que não conseguia trabalhar, então decido: eu vou continuar a estudar.
Candidatei-me imediatamente ao mestrado em Ciências da Comunicação e venho para casa, a passar férias e descontrair enquanto eu esperava sair os resultados do mestrado. Então pelo caminho, estava a pensar, ‘o que eu hei de fazer na minha vida, eu tenho que ir trabalhar, fazer qualquer coisa, não dá pra ficar assim’. E mais, ‘olha, eu não vou ficar por três meses em casa e eu me vejo maluca eu não tenho feitio pra isso’. Então vou à câmara de São João da Madeira – eu acho que a minha vida foi acontecendo por acasos – vou a câmara e fui falar com o presidente da câmara e disse: ‘eu de setembro até dezembro não tenho nada pra fazer. Eu tive agora a tirar o curso de Comunicação Social, não me apetece estar em casa, portanto, se quiser posso vir pra cá a trabalhar e trabalho de borla, não tem que me pagar, eu só quero ganhar experiência e estar ocupada e se eu puder contribuir’. E o presidente disse: ‘há está bem, podes começar amanhã’. Então cheguei a casa e disse: ‘amanhã vou trabalhar’. E foi assim, eu comecei a trabalhar no gabinete de imprensa da câmara, na parte de comunicação social. Isto a dada altura, me deu ali uma decepção ao jornalismo, porque eu percebi que aquele jornalismo não era aquele jornalismo de investigação e que eu não ia, avançar em Portugal.
Claro, que hoje em dia, eu acho que se tivesse vinte anos hoje e tivesse acabado o curso, bom, eu estava a ver onde é que estava o avião da raynair a sair pra ir trabalhar para o estrangeiro como fosse, pra ter noções do jornalismo de investigação e tal. Mas na altura não, na altura viajar era um projeto de vida ninguém pensava. Poucos pensariam em ir trabalhar pra fora e tal; olhava para o meu país e pensava: ‘eu aqui não vai dar e tenho que começar a pensar em alternativas’.
A área da assessoria de imprensa, das relações públicas, começou interessar-me e acabo por me especializar muito nessa área em termos de curso. Então, quando fui a câmara, também foi um bocado nesse sentido. Porque em termos de investigação do mestrado, tinha como objeto, perceber qual era a influência política, real e concreta, em cima dos órgãos de comunicação social. É que elas estão inseridas entre o poder político e o poder e o contato político de comunicação social. Então pensei que a melhor maneira de eu fazer isso como investigação, caso eu entre no mestrado. Se não, é mesmo ir trabalhar para uma câmara mesmo. Eu meto-me lá dentro e assim vou sabendo como é que os políticos controlam os jornalistas. Havia nesse estágio, essa intenção.
Por volta de outubro, meios de novembro, eu me apresentei ao presidente da câmara e disse que queria fazer umas candidaturas europeias e eu era a única pessoa mais forte em Madeira da área das Ciências Sociais; falava inglês, falava francês. No espaço da União Europeia, os estados membros podem se candidatar a fundo estruturais para desenvolverem projetos, ou fazemos as linhas de financiamento que existem. Como eu falava fluentemente e escrevia frequentemente em inglês, eles chamaram-me para um grupo de trabalho. Ao fim de três meses, em dezembro, eu já tinha feito imensas candidaturas europeias, já tinha e estava a desenvolver o dossiê para a criação da proteção civil de São João da Madeira, estava a desenvolver o dossiê para a criação da comissão autárquica de consumidores de São João da Madeira, estava a desenvolver o dossiê de candidatura pra ajudar a São João da Madeira a rota da luz, na divisão turística e então estava com essa série de processos, que já nem tinham nada haver com a comunicação social. Quando me dei conta, eu estava a fazer muito mais coisas e estava completamente envolvida, naquilo que eu pensava que ia ser o meu objeto de estudo. Então ninguém deu mais sorte do que eu, porque eu já lá estava inserida e completamente envolvida. E nisso, o presidente da câmara chamou-me e diz-me: ‘olha, então já esteve no estágio e essa coisa e agora não pode ser assim você vai ter que ficar cá e orientar-nos pelo menos um dia pra resolver tudo’. Aí eu disse que não havia sido selecionada para o mestrado – foram só cinco inscrições feitas naquele mestrado e então, não aconteceu. E o presidente diz-me: ‘então você já pode ficar aqui, pronto’. A minha vida profissional começa assim.
Eu acabei o curso com vinte e três anos e fiz vinte e quatro em dezembro. Pronto, era miúda, não é? Mas o certo é que quanto mais vou andando mais vou fazendo, mais vou me envolvendo em projetos que são determinantes para câmara e a dada altura, surge esta ideia de criar o museu. Isto tudo foi cá umas modas: as modas dos museus e a moda dos arquivos. Teve a moda das bibliotecas públicas, pronto. Nessa altura eram os museus e então fizemos tudo para eles poderem criar um museu. E eu disse: ‘bem, eu não percebo nada de museus, não faço mesmo ideia do que era e disse-lhes isto: ‘que se queremos que isso seja mesmo levado a sério nós temos que criar aqui uma equipe, faço parte de gestão de projetos e não sei como montar um museu’. Ele concordou, criou-se uma equipe. Fizemos um protocolo com a Universidade Fernando Pessoa. Um professor dessa universidade e um pessoal da museologia começam a trabalhar conosco.
Eu olhava pra o museu como mais um projeto, como foram tantos outros que eu já tinha criado, que desenvolvia e fazia a gestão do projeto, portanto, entregava-me. Não tinha nenhuma intenção de tomar conta do projeto; a minha ambição nunca era estar ligada as coisas. Eu queria era fazer projetos novos, eu gostava era de implementar coisas, mas agora, tomar conta delas, não, nem pensar. Só que eu fui completamente atraiçoada por mim própria, porque eu começo a desenvolver o projeto nessa lógica de fazer a gestão global voltada pra coisas do dinheiro e não sei o que mais etc. Mas agora eu sou a diretora da coisa. Só que quanto mais me envolvo, mais começo a me apaixonar por este mundo.
Esse museu teve um impacto nessa cidade. Determinante pra mim, trabalhar nesse sentido. Então, quanto mais me envolvo e quanto mais eu vou conhecendo – os próprios operários, trabalhar dentro da fábrica das mulheres, trabalhar não, acompanhar, falando com os operários, falando com as famílias dos operários e com todo aquele universo – mais vou tendo certeza que eu posso fazer isto. Porque, de fato, tenho noção que a memória tem um valor, no sentido em que nos transporta para as noções do coletivo. Como não se apaixonar por estes ideais? Esse mundo é demasiado especial.
Andei a ver nas universidades todas do país, aquela em que eu pudesse estar envolvida com o museu e eu também pensava nessa dimensão social e nesse impacto social e me surgiu na altura, a nova museologia; aquela coisa de aproveitar e saber para que o espaço serve. E eu queria ter numa universidade mais prática, Eu tinha necessidade de perceber mais daquilo que eu andava a falar. E quanto mais investigo, quanto mais me envolvo, quanto mais me entrego a essa dimensão, mais me fazia sentido. Afinal, descobrir eu tinha nascido pra ser museóloga. Eu já não tinha nascido pra ser escritora, jornalista, nem relações públicas, nem relações de imprensa. Afinal eu nasci pra ser museóloga, quer dizer, é o meu espaço, é onde eu me sinto viva quando faço parte. Por isso, fiz o mestrado na área de museologia.
Eu fico como diretora do Museu da chapelaria até 2009. Trabalho apenas no Museu da Chapelaria para colocar o projeto de pé, para lhe dar corpo, para fazer parte da comunidade, porque ela sabia que era necessário. Por em prática um conjunto de conceitos, eu já tinha ali um terreno para encomendar e fazer daquilo creditável. E quanto melhor vai correndo o Museu, mas me começam a dizer que eu tenho que ter mais responsabilidades, ‘você faz a gestão do museu em part time e já não trabalha tanto e não precisa… A dada altura, o presidente da câmara, disse: ‘eu quero que venha a ser chefe da comissão da cultura’. Pensei: “agora eu entendo…’ Isto significava ficar responsável por todas as instituições e da gestão de todas as instituições. Ao invés de ser só o Museu, era a Biblioteca e parte da cultura como instituição municipal e um auditório de quatrocentas pessoas e… É, vou ter que gerir a cultura de São João da Madeira.
Dentro do espaço profissional, eu acho que sou uma perfeccionista e esse é o meu maior problema. Quer dizer, talvez seja a minha vantagem, mas é também o meu maior problema. Parece-me sempre difícil a mim, fazer as coisas mais ou menos. Isto é muito complicado quando temos que fazer as coisas muito bem, porém os dias não aumentam, e eu sei que há mais vida pra além do trabalho, como a família, e eu às vezes, esqueço-me disso. Mas eu procurei sempre ultrapassar a mim própria. Portanto, eu tenho sido muito competitiva comigo própria.
Depois isso tem tudo haver com as maneiras pelas quais eu fui fazer investigação ao longo da minha vida, as maneiras pelas quais fui desenvolvendo um trabalho que desenvolvi. Sou, no convívio, uma pessoa difícil, sobretudo porque trabalho dentro da administração pública e a administração pública não está preparada para pessoas tão difíceis. Está preparada pra pessoas mais simples, na abordagem aos processos e as vias ao trabalho. Mas como eu nunca estou satisfeita com o médio, acabo por exigir muito às minhas administrações. E depois quando elas não dão em função daquilo que eu acho que devo ter pra fazer o melhor trabalho, é uma grande chatice. Porque então sou uma funcionária, dentro desse ponto de vista também um bocadinho difícil. Mas acho que foi também por causa disso que fui crescendo profissionalmente e que hoje tenho o lugar e as minhas responsabilidades, que são muito pesadas e penalizantes, mas também são permanentemente desafiantes.
Eu acho que sou daquelas pessoas, que quando acordam de manhã têm muito prazer em ir trabalhar. Por mais difícil que seja o dia que vem aí, por mais complicado que vá ser, por mais de milhares de reuniões que possa ter, o meu dia vai ser sempre um desafio, nunca é igual ao outro. Eu tenho a imagem de ser muito, muito organizada, aliás, eu sou muito organizada; é preciso ter muita organização a minha volta, porque se não a minha vida transforma-se num caos. Eu tendo uma agenda super equilibrada e super organizada. Eu sei que a quantidade de fatores que vão gerar a mudança desse processo, vai ser de tal maneira, que o dia não vai ser exatamente conforme eu tinha planeado. Eu também sou o planeamento em pessoa, portanto, o meu nome do meio é planear. Eu planeio tudo.
Eu, às vezes, acho que posso planear os sentimentos das pessoas. Chego a esse grau de exagero de poder planear e dizer: ‘agora essa pessoa não vai sentir isso, com isto que eu estou preparada pra resolver, mas amanhã ela já vai sentir qualquer outra coisa’. É impressionante!
Wlad Lima e Suzana Menezes em entrevista na cidade de Aveiro.
Wlad Lima e Suzana Menezes em entrevista na cidade de Aveiro.

Um comentário em “Suzana Maria Peres de Menezes”

  1. Li todo o seu texto historiográfico com muita atenção, – sim porque o seu texto prende mesmo a atenção – , e digo-lhe que é simplesmente impressionante o modo como desenvolve o seu relato, a maneira simples e fácil como recorda e diz as coisas, sejam elas referentes à família, à escola, ao trabalho ou ao sentimento por aquilo que a envolve. Não é comum o seu modo de comunicar e, salvo algumas dificuldades na colocação dos verbos, ele é diferente, é transparente, é sedutor.
    Parabéns, pois, por essa força, – que me parece avassaladora e imparável – , e que coloca ao serviço da cultura e da história. Sim, porque cultura e história encontram-se, fundem-se e expandem-se para dar sentido ao curso da Humanidade.
    Desejo-lhe muita força e muito sucesso no novo cargo na DRCC, e deixe-me pedir-lhe para continuar assim, como evidencia na sua divulgação de si.
    Perdoe-me alguma impertinência que possa ver nas minhas palavras, pois que não a conhecendo até parece que a conheço, mas não pude deixar de me impressionar com alguém que escreve de si como a senhora o faz.

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Publicação digital do relatório final do estágio de pós-doutoramento em Estudos Culturais da Profª. Drª. Wlad Lima da ETDUFPA ICA UFPA junto a Universidade de Aveiro Portugal sob a supervisão da Profª. Drª. Maria Manuel Baptista. A realização dessa pesquisa cobre o período de maio de 2013 a outubro de 2014. Esse site está acoplado ao portal virtual do Programa Doutoral em Estudos Culturais das Universidades de Aveiro e Minho. Está disponível para todos os interessados, mantendo a política de copyleft de sua autora. Esse estágio teve o apoio da CAPES, através de bolsa pós-doc no exterior.